O Polo Industrial de Tijucas: Portobello, Gerdau e Growth — imóveis na planta em Tijucas
Equipe Viver Catarina Publicado em Atualizado em Guia da Cidade

O Polo Industrial de Tijucas: Portobello, Gerdau e Growth

O polo industrial de Tijucas se apoia em um tripé de setores muito diferentes: revestimento cerâmico com a Portobello, metalurgia com a Gerdau e suplementos com a Growth Supplements. São três cadeias produtivas independentes operando na mesma cidade de pouco mais de 51 mil habitantes, e é essa diversidade que segura o emprego e a renda o ano inteiro, sem depender do movimento do verão.

Muita gente de fora resume Tijucas à cerâmica, como se a cidade fosse a fábrica de um produto só. A realidade é mais interessante. Aqui convivem um piso de porcelanato, uma barra de aço e um pote de whey protein saindo de linhas de produção que atendem clientes finais completamente distintos. Quando um setor desacelera, os outros dois seguem contratando, e essa é a diferença que separa uma economia industrial diversificada de um distrito de fábrica única.

É por isso que a base econômica de Tijucas se comporta de um jeito que quase nenhuma cidade litorânea de Santa Catarina consegue reproduzir: paga salário em janeiro e em julho igual, enquanto o vizinho que vive de praia esvazia fora da temporada.

Resposta rápida

O polo industrial de Tijucas reúne três grandes operações de setores distintos: Portobello (cerâmica), Gerdau (metalurgia) e Growth Supplements (suplementos). Juntas, elas ajudam a sustentar cerca de 17,7 mil empregos com carteira assinada e um PIB por habitante de R$ 61,1 mil, acima da média de Santa Catarina. Como são cadeias produtivas independentes, a cidade tem renda estável o ano inteiro, ao contrário de municípios que dependem só do turismo de verão.

O Tripé que Sustenta a Economia de Tijucas

Cidade industrial de verdade não vive de uma fábrica só. Vive de um conjunto de operações que se equilibram. Em Tijucas, esse conjunto tem três pernas bem definidas, e vale entender por que cada uma delas pesa por um motivo diferente. A força do arranjo aparece com clareza quando você olha a economia local por setor, e não pela empresa mais famosa.

A Portobello é a mais conhecida e a mais antiga, ligada à vocação cerâmica que deu nome à cidade. A Growth Supplements é a que mais surpreende quem chega de fora, porque ninguém espera encontrar uma gigante de suplementos no litoral catarinense. E a Gerdau é a que menos aparece em conversa, mas ancora a cidade em uma cadeia industrial pesada, a do aço, que tem lógica de mercado própria.

Cerâmica, metal e suplementos não competem entre si, não vendem para o mesmo cliente e não sobem e descem no mesmo ritmo. Essa é a chave. Um setor pode ter um ano ruim sem arrastar os outros dois, e é isso que dá à economia de Tijucas uma estabilidade que cidade de setor único não tem.

Portobello: a perna da cerâmica

A Portobello foi fundada em Tijucas em 1979 e se tornou a maior empresa de revestimentos cerâmicos do país, com um dos maiores parques fabris do ramo na América Latina. A capacidade de produção passa de 22 milhões de metros quadrados de revestimento por ano, com mais de 2.200 funcionários diretos e mais de 10 mil empregos indiretos girando ao redor da operação. Em outubro de 2023, a empresa deu um passo internacional ao inaugurar uma fábrica nos Estados Unidos, em Baxter, no Tennessee, com investimento de cerca de R$ 900 milhões.

Aqui o ponto não é a história da empresa em si, que tem espaço próprio para quem quiser se aprofundar, mas o que ela representa dentro do tripé: a perna da cerâmica é a mais visível e a que dá identidade à cidade. Ao mesmo tempo, é a que mais depende da construção civil, e por isso as outras duas pernas do polo importam tanto.

Gerdau: a perna do aço

A Gerdau mantém em Tijucas uma unidade da sua operação de aços longos, instalada às margens da BR-101, na região do Centro. É uma cadeia industrial completamente diferente da cerâmica: matéria-prima, processo produtivo e mercado consumidor não têm nada em comum com azulejo e porcelanato.

Essa distância entre os setores é justamente o valor da presença da Gerdau na cidade. A metalurgia serve construção, indústria e infraestrutura por caminhos próprios, com um ciclo econômico que raramente coincide com o do revestimento cerâmico. Ter uma operação de aço ao lado de uma operação de cerâmica é como ter dois motores que não pifam ao mesmo tempo.

Growth Supplements: a perna dos suplementos

A Growth Supplements é a prova de que Tijucas não é uma cidade de indústria pesada e nada mais. A empresa tem sua operação na cidade, com cerca de 1.400 funcionários diretos e faturamento acima de R$ 2 bilhões em 2025, distribuída em um complexo de dez galpões.

O detalhe que muda o jogo é o motor de crescimento. Suplemento não depende de obra, não depende de cimento, não depende do humor da construção civil. Depende do consumo de quem treina, um mercado que cresce por razões próprias no Brasil. Enquanto a cerâmica acompanha o ritmo das obras e o aço acompanha a indústria, os suplementos seguem uma terceira lógica, ligada a hábito e saúde. Três motores, três combustíveis.

O tripé industrial de Tijucas

EmpresaSetorPresença em TijucasPorte na cidade
PortobelloRevestimento cerâmicoFundada na cidade em 1979+2.200 diretos; +10 mil indiretos; 22 milhões de m²/ano
GerdauMetalurgia (aços longos)Unidade na BR-101, no CentroOperação de aço com cadeia própria
Growth SupplementsSuplementosComplexo com dez galpões~1.400 diretos; faturamento acima de R$ 2 bilhões em 2025

O Peso da Indústria no Emprego da Cidade

Números soltos dizem pouco. O que impressiona em Tijucas é a proporção. São cerca de 17,7 mil empregos com carteira assinada em uma cidade de 51.592 habitantes, conforme o Censo de 2022. Isso significa que, na prática, algo próximo de um em cada três moradores tem vínculo formal registrado no município. Para uma cidade desse porte, é uma densidade de emprego formal muito alta.

Esse volume de carteira assinada não cai do céu. Ele é consequência direta de ter três grandes operações industriais fixas dentro do território, mais toda a cadeia de fornecedores, transportadores, oficinas, comércio e serviços que orbita em volta delas. Uma fábrica grande não emprega só quem está na linha de produção. Ela sustenta o restaurante que serve almoço, a transportadora que escoa a carga pela BR-101, a loja de material e o corretor que aluga a casa do trabalhador.

Há um indicador que resume essa vocação melhor do que qualquer discurso: a ocupação mais comum entre os trabalhadores de Tijucas, segundo o IBGE, é preparador de massa de argila. Não é garçom, não é recepcionista de hotel, não é salva-vidas. Em cidade que vive de praia, essas funções lideram e desaparecem em abril. Em Tijucas, a ocupação número um é de chão de fábrica, e ela paga o mês inteiro, o ano inteiro.

Lançamentos em Tijucas

PIB per Capita Acima da Média do Estado

Emprego é uma metade da história. A outra metade aparece na riqueza que a cidade produz por habitante. O PIB por habitante de Tijucas é de R$ 61,1 mil, valor acima da média de Santa Catarina, que já é um dos estados mais ricos do país. Não é um detalhe pequeno. Muita cidade que cresce em população cresce só em gente, e o PIB por habitante encolhe. Em Tijucas, aconteceu o contrário.

Esse número desmonta uma leitura preguiçosa sobre a cidade. Tijucas não é um dormitório barato onde as pessoas moram para trabalhar em outro lugar. É uma cidade que produz dentro dos próprios limites, com fábricas que geram valor no território. O PIB por habitante alto é o retrato estatístico exato de uma economia industrial que funciona.

Por que um PIB por habitante forte importa para quem mora

Renda por habitante acima da média do estado tem efeito prático na vida cotidiana. Ela sustenta comércio local mais forte, alimenta a rede de serviços e dá base a um mercado imobiliário que não depende só de comprador de fora. Uma cidade onde a população local ganha e gasta é uma cidade com economia de dois lados, e não apenas um destino de investimento especulativo.

É também o que dá lastro à transformação da cidade, com bairros planejados de grande porte surgindo justamente porque há renda e emprego para sustentá-los. Sem a base industrial por baixo, o crescimento urbano seria uma aposta. Com ela, é a consequência de uma economia que gera trabalho.

Por que a Base Industrial Dá Estabilidade o Ano Inteiro

Existe uma diferença enorme entre ganhar bem em uma temporada e ganhar todo mês. Essa diferença é o coração da vantagem de Tijucas sobre as cidades litorâneas vizinhas.

Quem trabalha em cidade de praia conhece o roteiro. O verão paga o ano, e o inverno é aperto. Restaurante lota em janeiro e fecha as portas em maio. Pousada contrata em novembro e demite em março. A renda de uma economia turística é sazonal por natureza, ela sobe e desce com o calendário, e o trabalhador vive na base do pico seguido de vazio.

Numa cidade industrial, a lógica se inverte. A fábrica de cerâmica, a usina de aço e o complexo de suplementos produzem em fevereiro e em agosto no mesmo ritmo. O salário do trabalhador industrial é igual em qualquer mês, porque a produção não depende de ser alta ou baixa temporada. Isso significa renda previsível, e renda previsível muda tudo, do orçamento familiar à aprovação de um financiamento no banco, que olha o que entra todo mês, não o que entrou em um verão bom.

O amortecedor da diversificação

Estabilidade ao longo do ano é a primeira camada de proteção. A segunda é a diversificação entre os três setores, e ela protege contra um risco diferente: o do ciclo econômico de um setor específico.

Revestimento cerâmico está ligado à construção civil. Quando a construção esfria no Brasil, a demanda por piso e azulejo esfria junto, e uma cidade com peso grande nesse setor sentiria o baque. Só que Tijucas não tem só cerâmica. Tem aço e tem suplementos, dois setores que respondem a fatores próprios e não afundam junto com a construção. Se uma perna do tripé balança, as outras duas seguram a cidade em pé. É a diferença estrutural entre Tijucas e um distrito industrial de setor único, onde um único ciclo ruim contamina a economia inteira.

O que Isso Diferencia em Relação a uma Cidade Só de Turismo

Colocar Tijucas ao lado de uma cidade litorânea que vive de turismo deixa o contraste evidente. Não é que uma seja melhor que a outra em tudo. É que elas funcionam sobre bases econômicas opostas, e isso define quem mora em cada uma.

Na cidade de turismo, a economia respira no ritmo das estações. Emprego, comércio, aluguel e movimento incham no verão e desincham no resto do ano. O trabalhador precisa fazer caixa na alta temporada para atravessar a baixa. Já em Tijucas, sustentada por Portobello, Gerdau e Growth Supplements, a economia mantém o pulso constante, com 17,7 mil empregos formais que não somem quando o calor vai embora.

Para quem pensa em morar, a tradução é direta: previsibilidade. Você planeja a vida sabendo quanto entra todo mês, o comércio da cidade funciona em fevereiro como funciona em julho, e a base de renda que sustenta o mercado imobiliário local não é um fluxo de turista, é uma folha de pagamento industrial. Essa é a vantagem silenciosa de uma cidade que produz, e não apenas recebe visitante.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indústrias de Tijucas?

Tijucas tem um polo industrial diversificado apoiado em três grandes operações de setores diferentes: a Portobello, no revestimento cerâmico, fundada na cidade em 1979; a Gerdau, na metalurgia, com uma unidade de aços longos na BR-101; e a Growth Supplements, no ramo de suplementos, com cerca de 1.400 funcionários diretos. São cadeias produtivas independentes que sustentam a economia da cidade.

Quantos empregos com carteira assinada existem em Tijucas?

A cidade tem cerca de 17,7 mil empregos com carteira assinada, segundo o IBGE, em uma população de 51.592 habitantes registrada no Censo de 2022. É uma proporção alta de emprego formal para uma cidade desse porte, resultado direto da presença de três grandes operações industriais fixas.

Qual é o PIB per capita de Tijucas?

O PIB por habitante de Tijucas é de R$ 61,1 mil, valor acima da média de Santa Catarina, que já é um dos estados de maior renda do país. Esse número mostra que a cidade produz riqueza dentro dos próprios limites e não funciona apenas como dormitório de outros polos.

Por que a economia de Tijucas é considerada estável?

Porque ela se apoia em indústria, e não em turismo sazonal. A fábrica de cerâmica, a usina de aço e o complexo de suplementos produzem no mesmo ritmo em qualquer mês do ano, o que gera renda previsível. Além disso, os três setores respondem a ciclos econômicos diferentes, então a desaceleração de um não derruba a cidade inteira.

Tijucas depende só da Portobello?

Não. A Portobello é a empresa mais conhecida e a mais antiga, ligada à vocação cerâmica da cidade, mas o polo industrial tem três pernas. A Gerdau opera no setor de aço e a Growth Supplements no de suplementos, ambos com lógica de mercado independente da construção civil. Essa diversificação é o que protege a economia local de depender de um único setor.

A indústria de Tijucas gera emprego o ano inteiro?

Sim, e essa é a principal diferença em relação às cidades litorâneas vizinhas. Enquanto o emprego turístico incha no verão e encolhe no inverno, a produção industrial de Tijucas mantém ritmo constante nos doze meses. Isso significa salário e contratação estáveis ao longo do ano, sem a sazonalidade típica das economias de praia.

Que setores compõem o polo industrial de Tijucas?

Três setores distintos: revestimento cerâmico, com a Portobello; metalurgia, com a Gerdau; e suplementos alimentares, com a Growth Supplements. Cada um atende um mercado final diferente e segue um ciclo econômico próprio, o que dá à cidade uma base industrial diversificada em vez de dependente de uma única atividade.

Uma Cidade que Produz, e Não Só Recebe Visitante

O polo industrial de Tijucas não é uma fábrica isolada, é um arranjo de três setores que se equilibram. Portobello na cerâmica, Gerdau no aço e Growth Supplements nos suplementos formam um tripé onde cada perna responde a um ciclo econômico próprio. É essa diversidade que sustenta cerca de 17,7 mil empregos com carteira assinada e um PIB por habitante de R$ 61,1 mil, acima da média de um estado já rico.

No fim, o que essa base industrial entrega é algo raro no litoral catarinense: estabilidade. Enquanto a cidade de praia vive do calendário do verão, Tijucas paga salário, movimenta comércio e sustenta seu mercado imobiliário nos doze meses do ano. É a diferença entre uma economia que produz e uma que apenas espera a temporada chegar, e é ela que explica por que Tijucas segue firme quando o litoral esvazia.